Oi, gente! Como voces estao?
Tive um dia muito diferente do convencional... Acompanhei Mamma Phillip (a mesma da batata frita) a uma escola primaria para entregar alguns materiais como cadernos, livros, lapis, etc. A base tem um programa de tutoria de criancas, ajudando suas familias a comprar material escolar e uniforme, bem como dar suporte pra que aquelas criancas continuem na escola.
Ontem, no periodo de oracao, o lider da base pediu para que orassemos por uma certa regiao aqui no Quenia. Meninas de 12 e 13 anos estao sendo “vendidas” para casamento. Seus pais as trocam por gado porque consideram que, a essa idade, ja’ sao adultas. Em comunidades assim, o estudo e’ considerando uma perda de dinheiro e tempo. Qualquer situacao e’ motivo pra tirar uma crianca da escola. Por isso e’ preciso investir para reverter esse quadro de abandono dos estudos.
Fui com o proposito de conhecer o projeto, chamado Child Sponsorship, e tambem pegar umas imagens para o video que quero fazer da base. Quando sai do carro e entre na escola com a camera, fui cercada de uma multidao de criancas. Pareciam formiguinhas. Eu precisava pedir licensa pra andar. Todos ficavam disputando ou pra aparecer nas imagens ou para assistir a gravacao da minha perspectiva. Foi muito interessante mesmo!
Dezenas de materiais foram entregues. E’ claro que isso nao vai tirar ninguem da pobreza, mas e’ um estimulo de valor incalculavel. Muitas das criancas daquela escola estavam com seus uniformes completamente rasgados. Outras nao tinham sequer sapatos ou sandalias. Estudar numa realidade assim e’ um desafio, e ver a forca de vontade daquelas criancas me fez lembrar, com tristeza, muita gente que eu conheco e que encara os estudos como algo secundario (quando muito)!
Aqui no Quenia nao existe educacao gratuita. Tudo e’ pago, mesmo as escolas que pertencem ao governo. Os professores sao autorizados a baterem nas criancas ate’ mesmo com varas caso elas respondam incorretamente – e a maioria dos pais concorda com esse metodo. Quando terminam o ensino fundamental, fazem uma prova nacional e e’ o governo quem diz onde podem estudar, de acordo com seu rendimento. Universidade e’ para pouquissimos e custa muito caro.
Realmente, faz sentido que uma familia que nao tem o que comer considere comprar alimentos mais importante do que deixar os filhos na escola. Essa realidade faz da miseria um ciclo vicioso. Filhos nao conseguem superar as realizacoes dos seus pais, nao conseguem subir na vida e mudar a propria realidade.
Orem pela educacao no Quenia, para que se encontre um sistema mais justo e condizente com a realidade das pessoas. E se voce estuda, ore tambem agradecendo a Deus por essa oportunidade... E, a partir de amanha, tente comecar a mudar sua perspectiva e valorizar mais a possibilidade de estudar.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Dia 12 - Piki-piki
Habari!
Hoje o dia foi meio invalido para trabalho. Eu estava preocupada com algumas coisas relacionadas ao cartao que eu trouxe para sacar dinheiro aqui, entao minha manha ficou praticamente resumida a tentar me conectar 'a internet e resolver o que eu precisava. 'A tarde, mais algumas providencias, e la se foi quase o dia todo.
Mas no meio de tudo isso ainda deu tempo de dar uma ajudinha no almoco. Nao costumo cozinhar em casa, primeiramente porque nao preciso (e isso e' um alivio) e, em segundo lugar, porque sempre que sobra uma brechinha meu pai assume a cozinha magnificamente, e ninguem ousa tentar fazer melhor.
Para o almoco de hoje, so' tinhamos vegetais: batata, tomate, repolho, cenoura e cebola. Nao queriamos fazer sopa, entao, quando eu cheguei na cozinha, as batatas ja' estavam cozidas, mas ninguem sabia o que fazer com o resto. Acabamos decidindo por fazer uma salada para acompanhar as batatas cozinhas, e eu inventei de preparar um molho para a salada. Meio 'as cegas, misturei maionese, alho, gengibre e curry... e deu certo! Fiquei flutuando com os elogios...
'A tarde fui ate' a cidadezinha de Machakos terminar de resolver o que precisava, e meu amigo Firs, de Ruanda, foi quem topou aturar comigo o sol escaldante, pra que eu nao fosse sozinha. Na ida, pegamos uma carona no carro de um dos alunos. Mas para voltar para a base precisamos pegar um Matatu (kombis de transporte publico) ate' a cidadezinha de Makutano, e de la' voltar para a base. As opcoes para a segunda parte do trecho eram duas: caminhas 50 minutos ou ir de piki-piki.
Considerando que eu nao tinha passado protetor solar, estava morrendo de fomo e de sede, pedi e Firs que voltassemos de piki-piki. Mas o que e' piki-piki? Bem... e' um tipo de transporte meio perigoso, mas muito comum por aqui. Sao moto-taxis que carregam quantas pessoas voce achar que cabem. Eu nunca vi uma piki-piki com uma pessoa so'. A corrida vale desde que todos estejam sentados, mesmo que seja no colo de outros ou sobre o tanque da moto.
Andar de piki-piki e' o tipo de coisa que meus pais preferiam saber que eu nao fiz, mas foi um mal necessario... Tentei demais colocar aqui a unica foto que consegui tirar da piki-piki, mas a internet ta muitissimo lenta. Entao fica pra uma proxima vez!
Esta manha recebi um convite especial... Pregar em uma outra cidade, ainda mais no interior, numa comunidade bem carente mesmo. Ainda esta' pra ser confirmado, mas provavelmente irei no primeiro fim de semana de fevereiro. Orem comigo por isso. Ficarei realmente honrada se puder compartilhar o que tenho e cumprir meu papel como mensageira da unica verdade que salva vidas - o evangelho.
E por hoje e' so'...
domingo, 15 de janeiro de 2012
Dia 9 - A Casa do Senhor
Habari, gente! Como voces estao?
Agora estou escrevendo meio que "ao ar livre", vendo o Sol deixar seus ultimos raios antes que seja totalmente noite. O cenario esta' realmente lindo...
Este e' meu segundo domingo no Quenia. O tempo esta' realmente passando muito rapido. Mas o engracado e' que todo mundo da base diz que tem a impressao que eu estou aqui ha' muito mais tempo, e eu tambem! No domingo passado eu ja cheguei 'a tarde, entao nao deu tempo de ir 'a Igreja, ja' que os cultos aqui sao so' pela manha. Mas hoje tive minha primeira experiencia numa igreja queniana.
De cara, compreendi por que so' tem um culto por aqui. Locomocao e' uma coisa dificil, e pra grande maioria das pessoas o unico transporte disponivel sao seus proprios pes. Caminhamos bastante ate' chegar na Igreja. Como ja' eram mais de 10 horas, o Sol estava com tudo! Fui acompanhada por Mulenga, Rose e Betty. La vai um registro da caminhada:
Quando chegamos, me deparei com uma casinha de barro, muito pequena mesma! A igreja era ali. O culto comecou la pras 10h30, com um louvor animado. Ainda que sem instrumentos, a harmonia daquele canto fez com que tudo ficasse muito lindo! Nao compreendi a grande maioria das musicas cantadas, porque era em Kiswahili, mas ainda assim foi muito bom estar ali!
Depois do periodo de louvor, Mulenga levou a palavra. Falou sobre perseveranca e que Deus tem um proposito especial para cada um de nos. Foi uma mensagem muito bonita e muito propicia. Aquelas pessoas realmente precisam de esperanca!
Durante o culto, uma menininha se aproximou de mim. Primeiro ela ficou me examinando, olhando para minha roupa, meu cabelo, meu rosto e tocando minha pele o tempo todo. Depois ela comecou a testar se eu era de verdade. Ficava abrindo meus dedos pra ver se eu sentia dor, tentou mil vezes colocar o dedo no meu olho, e puxava meu cabelo toda hora. Quando ela se convenceu que eu era de verdade, sentou do meu colo e por ali ficou um bom tempo, olhando pra mim e mexendo em tudo que eu tinha: o oculos, o relogio, a bolsa... Foi engracado!
O culto acabou tarde, 'as 13h15. Alem do louvor extenso e da mensagem de Mulenga, o pastor decidiu que tambem iria pregar. Na ida para a Igreja, eu nao tinha contado o tempo de caminhada, mas percebi que, para voltar, caminhamos 45 minutos.
Cheguei na base branca de fome, e preta do Sol. Mergulhei de cabeca em dois sanduiches de pao de forma, pra depois mergulhar de cabeca na cama! Acordei quase na hora do jantar...
Foi interessante a experiencia naquela igreja. De fato, a Casa do Senhor esta' onde o seu povo esta'. Apesar de ser o Rei do Universo, Ele se alegra com todo e qualquer esforco de adora-lo, mesmo que o templo seja so' uma casinha de barro...
Eu fico por aqui! Bom domingo pra voces, e nao percam a oportunidade de ir 'a Casa do Senhor hoje!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Dia 3 - O maior prato de batata frita de toda a minha vida!
Dormi como uma diva, principalmente por causa da temperatura! Mais ou menos às 18h começa a esfriar, de madrugada fica um geladinho super agradável, e até umas 11 da manhã também é friozinho. Pronto, parou por aí. O calor que faz à tarde não é tão intenso quanto no Rio, por exemplo, mas a intensidade é incrível, parece que você está caminhando lado a lado com o Sol.
Aqui na base, toda segunda-feira tem um encontro de louvor e oração. Gente, que coisa maravilhosa! Algumas músicas foram cantadas em Swahíli (e eu to doida pra aprender!), outras em inglês. Algumas eu até sabia, tinha aprendido na Suíça. Só durou uma hora e meia, mas foi muito bom mesmo! Já to ansiosa pela próxima segunda-feira!
Depois disso, fui ao escritório da base pagar a taxa da minha estada e repassar a doação feita pela minha igreja. Vocês não têm ideia de como o recurso que chegou até aqui vai ajudar essas pessoas! São muitos sonhos, muitas ideias, e quase nenhuma grana. Então, à minha Primeira Igreja Batista de Natal, um obrigada de coração em nome de quem está aqui. Gostaria que vocês tivessem visto os sorrisos que eu vi quando entreguei a oferta!
Terminados os assuntos financeiros, fui à cidadezinha de Machakos, porque precisava ir ao mercado. Estava acompanhada da Jentrix, conhecida comoMamma Phillip. Ela iria ficar comigo até que eu comprasse o que precisava. Mas o que eu não sabia era que, assim como Mamma Phillip iria me acompanhar nas minhas compras, eu também a iria acompanhar nas compras dela! E não foram poucas! Ela cuida da tutoria de 80 crianças que recebem ajuda da base para estudar. Fomos atrás de uniformes e materiais escolares pra cerca de 20 delas hoje.
Já eram mais de 14h, e eu já estava bamba de fome. Não é pra menos, né? Minha última refeição (3 fatias de pão) tinha sido às 7 da manhã. Jentrix estava preocupada comigo, toda hora dizia pra eu ir sentar ou procurar uma sombra. Então, finalmente sugeriu que fôssemos almoçar. Me fiz de desentendida, disse que poderia esperar e tal, mas pra minha salvação ela ignorou minha polidez e me levou a um restaurante muito simples - ao qual meu pai carinhosamente se referiria como "pé inchado".
Mama Phillips pediu o dela, e pra não ter erro, eu joguei um "eu também". Ela tinha pedido suco com "chips". Eu não sabia exatamente que era chips, mas pensei: "Eu estou com a Mamma Phillips, a MAMMA Phillips! Se ela é uma Mamma, deve saber o que está fazendo.". Mas foi aí que eu me enganei. Uns poucos minutos depois, chegou na minha frente o maior prato de batata fritas da minha vida! Gente, sem brincadeira, daria pra alimentar o Shrek, a Fiona, a minha e a sua família! Quando olhei o prato, vieram três palavras à minha mente: "dor de barriga". Na hora aprendi que Mamma Phillips não tem nada a ver com a minha Mamma Midiã.
Mas não parou por aí não... Esse tal "suco" era feito da única fruta que eu evito ao máximo, porque pode me causar enxaqueca... Acertou quem disse "maracujá". Eu acho que, naquele copão, devia ter apenas uns dois ou três dedos de água. Sem brincadeira, eu nunca tomei um suco tão forte na minha vida! Era um gole e uma oração pra não ter dor de cabeça. E funcionou!
Eu não queria ser deselegante, então decidi que, mesmo não aguentando aquele prato de batata frita inteiro, eu iria comer até Jentrix parar. Até porque, numa terra onde as pessoas morrem de fome, eu achava que deixar comida era, no mínimo, uma afronta! Quando ela descansou o garfo, quase soltei um "ufa" de alívio. Com um pouco de chips no meu prato e um estômago se contorcendo com todo aquele óleo, perguntei a ela se tinha problema se eu deixasse aquele resto. Ela respondeu: "De jeito nenhum! Contando que você pague, pode até dar uma mordida e deixar todo o resto que ninguém liga". Aaaah, se eu soubesse disso antes... Mas a besteira já estava feita, e graças a Deus não tive efeitos colaterais (até agora!).
Depois da farra gastronômica, continuamos as compras e consegui levar tudo o que precisava. O passeio pela cidadezinha foi legal. Queria ter levado a câmera pra registrar as cores da feira, as roupas, as crianças... Confesso que fiquei com medo de chamar muita atenção, mas da próxima eu arrisco, porque as imagens valem a pena.
Hoje aprendi o que é se sentir um ET. Em 4 horas andando na rua, eu fui a única pessoa branca que vi. E, volta e meia, encontrava alguém me olhando fixamente, ou fazendo comentários com a pessoa ao seu lado sobre mim. Acho que essa é a primeira vez que eu sou minoria (absoluta), e sei que os olhares e comentários são inevitáveis. Fazer o que, né? Quem mandou nascer branquela?
Já tenho mil coisas pra contar, mas se eu continuar fazendo postagens enormes assim, sei que vou espantar meus leitores... Então, amanhã tem mais!
Só um último comentário: eu acho que vou levar ANOS até querer ver uma batata frita na minha frente de novo!
Só um último comentário: eu acho que vou levar ANOS até querer ver uma batata frita na minha frente de novo!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Faltam 5 dias - Roupas
O ano começou muito especial! Em meio a toda expectativa dessa contagem regressiva que está voando, vivi um momento muito bom ontem na minha Igreja. O pastor e a congregação oraram por mim e por Talyta - uma amiga que está indo para o Peru, passar três semanas também em uma base da Jocum. Foi legal ser enviada oficialmente, e fez sentir melhor o clima do "tá chegando a hora".
Roupa é parte integrante de uma cultura. Para nós, brasileiros, que já nos perdemos tanto na mistura com europeus e demais americanos, o jeito de se vestir pode não importar tanto. A gente acha que calça jeans e camiseta são regras do mundo todo, e torce o pescoço olhando descaradamente quando vê alguém de burca ou outras roupas diferentes na rua.
Viajando, tenho aprendido coisas que jamais saberia pela escola ou mesmo ouvindo a experiência de outros. E, apesar de já contabilizar 7 países nas minhas andanças, essa vai ser a primeira vez que vou a um lugar onde as pessoas se vestem de maneira diferente. Como no Quênia existem muitas tribos, não se pode escolher um ripo de roupa como sendo a vestimenta nacional, mas o mais comum é econtrar mulheres usando saias e vestidos abaixo do joelho.
Ir para outro país na condição de turista até que permite certa liberdade. Ninguém espera que você compre roupas compatíveis com seu destino toda vez que vai viajar - apesar disso, mesmo quem vai só a passeio dev saber ponderar e encontrar a linha do respeito. Mas, indo a trabalho, a situação muda. E é esse o meu caso. Não dá pra "fingir que não sei". Ainda mais sendo um trabalho com a comunidade!
Nas recomendações que recebi para a viagem, roupa é um aspecto forte. Mulheres não devem deixar os ombros descobertos, não usar saias, calças ou bermudas acima do joelho e nada que seja colado ao corpo. Ou seja: quase impossível para uma brasileira, ainda mais em pleno verão.
Acabei tendo que comprar roupas que talvez não usaria em outras ocasiões - principalmente por causa do meu tamanho. Convenhamos que uma pessoa de 1,54m não fica lá muito elegante usando saias até o pé. Mas são ossos do ofício. Quero corresponder inteiramente ao que se espera de mim. E se é preciso abandonar o jeans por um mês, isso não vai me fazer menos feliz ou tirar minha vontade de ir! Só tenho que me acostumar, né?
Ah! Ia esquecendo... Feliz Ano Novo!
domingo, 27 de novembro de 2011
Faltam 41 dias - Unazungumza Kiswahili?
Não. Respondendo ao título, eu não falo Suaíli, mas preciso começar a aprender já - nem que seja o básico do básico, aquelas frases prontas que a gente aprende só pra sobreviver.
Em vários países da África, são reconhecidos como idiomas oficiais algumas línguas de origem tribal. A África do Sul, por exemplo, tem 11 idiomas oficiais! No Quênia, são apenas dois: Inglês, já que o país foi colônia britânica, e Kiswahili (para nós, Suaíli), falado também na Tanzânia, em Uganda e outros.
Antes de falar do suaíli, uma consideração sobre o inglês. Estudei esse idioma por quase 7 anos, e sou professora desde 2008. De verdade, não existe quase nada mais difícil do que entender um africano falando inglês. Tenho uma amiga da Nigéria, e lembro que, nos primeiros dias conversando com ela, tinha que pedir diversas vezes que ela repetisse ou falasse mais devagar. Acho que no Quênia não será muito diferente. Outro dia estava ouvindo uma música queniana, e devo ter levado alguns bons minutos até descobrir que estava sendo cantada em inglês.
Quanto ao suaíli, é uma língua diferente de qualquer coisa que eu já tenha estudado ou escutado. Com certeza, não vai dar pra eu aprender em 40 dias essa língua completamente nova, mas quero me esforçar e decorar pelo menos algumas frases e palavras. A boa notícia é que encontrei muitos dicionários e guias de suaíli na internet. Aqui vai uma listinha básica de frases pra decorar.
Em vários países da África, são reconhecidos como idiomas oficiais algumas línguas de origem tribal. A África do Sul, por exemplo, tem 11 idiomas oficiais! No Quênia, são apenas dois: Inglês, já que o país foi colônia britânica, e Kiswahili (para nós, Suaíli), falado também na Tanzânia, em Uganda e outros.
Antes de falar do suaíli, uma consideração sobre o inglês. Estudei esse idioma por quase 7 anos, e sou professora desde 2008. De verdade, não existe quase nada mais difícil do que entender um africano falando inglês. Tenho uma amiga da Nigéria, e lembro que, nos primeiros dias conversando com ela, tinha que pedir diversas vezes que ela repetisse ou falasse mais devagar. Acho que no Quênia não será muito diferente. Outro dia estava ouvindo uma música queniana, e devo ter levado alguns bons minutos até descobrir que estava sendo cantada em inglês.
Quanto ao suaíli, é uma língua diferente de qualquer coisa que eu já tenha estudado ou escutado. Com certeza, não vai dar pra eu aprender em 40 dias essa língua completamente nova, mas quero me esforçar e decorar pelo menos algumas frases e palavras. A boa notícia é que encontrei muitos dicionários e guias de suaíli na internet. Aqui vai uma listinha básica de frases pra decorar.
Mas a melhor de todas ainda está por vir. Você lembra dos nossos amigos Timão e Pumba? Pois é, quem assistia esse desenho certamente se lembra da frase "Hakuna Matata", que era o lema da dupla. Descobri que Hakuna Matata é uma expressão em suaíli, e muito usada, que significa "tudo bem" ou "ok". Legal, né?
Bem, vou ficando por aqui...
Que na semana de vocês tudo seja hakuna matata!
Kwaheri!
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