Habari, gente!
Hoje foi meu ultimo dia aqui no Quenia. Mas, apesar da tristeza de ir embora, 6 de fevereiro e’ uma data muito especial – e’ o aniversario do cara mais legal do mundo... meu pai!!! Estar em missoes me faz exercitar muitas coisas que aprendi com ele. Papai e’ um trabalhador incansavel, um homem honesto, extremamente proativo e muito, mas muito generoso. Sei que ele faria qualquer coisa pra me ver feliz, e isso me traz uma seguranca que nao tem medida... Agradeco a Deus pelo que meu pai e’ e pelo relacionamento que temos. Conheco pessoas que nao abracam, beijam ou brincam com seus pais. Sinceramente, eu e papai nao saberiamos viver assim!
Meu Popis, eu te amo demaaaais! Feliz aniversario! E me aguarde... to quase chegando!
Bom, hoje eu acordei meio nostalgica, sem querer nem fazer as malas pra nao chorar. Durante o culto da base, pela manha, recebi um presentinho, um cartao de agradecimento e algumas pessoas falaram sobre mim. Quando me deram a oportunidade de dizer alguma coisa tambem, minha voz comecou a embargar e me senti gelada. Respirei fundo e terminei o que tinha pra dizer...
Desde que comecei a me envolver em missoes, eu estou sempre indo e vindo. Conhecendo gente do mundo todo, e depois lidando com o momento dificil de ir embora. Mas despedida e’ o tipo de coisa com o qual voce nao consegue se acostumar. E’ sempre triste olhar pros amigos que voce fez e nao saber quando os vera’ de novo. Oro pra que Deus me de a oportunidade de voltar a este lugar e rever essas pessoas, que ja estao no meu coracao.
Quando estava andando ate’ o refeitorio, vi Johnny brincando. Ai’ que eu quase desabei no choro MESMO... Mas, em vez das lagrimas, preferi me juntar a ele. Brincamos juntos ate’ cansarmos! Apesar de nao entender o que a partida significa exatamente, quando Johnny soube que eu iria embora, pediu ‘a mae dele que ela nao deixasse. E’ ou nao pra ficar com o coracao bem apertadinho???
Eu e Mulenga passamos o dia grudadas hoje, e tentamos ao maximo evitar falar sobre a partida. Compramos algumas coisas no supermercado pra fazermos um almoco especial pra nos duas amanha. Ela foi junto comigo ate’ o hospital, e recebemos a otima noticia de que aquela ameba chata foi embora definitivamente! Fico feliz por voltar ao Brasil com saude!
Provavelmente, quando eu postar de novo, ja’ estarei na Africa do Sul. Mas nao se preocupem, eu mando noticias!
Beijos...
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Dia 18 - Um dia de cozinha
Oi, gente!
Hoje o dia foi realmente intenso... Eu estava escalada para trabalhar na cozinha – e isso significa fazer cafe’, almoco e janta. Aqui na base tomamos cafe’ da manha ‘as 7h, por isso tive que acordar ‘as 6h pra preparar tudo. E, quando todo mundo acabou, eu limpei a cozinha, lavei a louca e organizei o refeitorio.
Geralmente temos um intervalo ate’ 8h30, mas pra mim acabou nao dando tempo de descansar. ‘As 9h chegou Mamma Joseph, a cozinheira da base. Imaginei que comecar a fazer o almoco ‘aquela hora seria muito cedo, mas nao disse nada quando Mamma Joseph me mandou comecar a cortar os vegetais.
Foi uma manha muito divertida! Ela fala muito pouco ingles, so’ o basico mesmo. E, como ela sabe que eu fico tentando aprender suaili, ela so’ falava comigo nesse idioma. Aproveitamos o contexto, e tive uma bela licao de suaili. Ja’ sei falar pimentao, tomate, alho, cenoura, arroz... Mamma Joseph e' uma fofa!
Aos 10 anos, quando comecei a estudar ingles, nao imaginei que eu um dia estaria andando pelo mundo, conhecendo e me comunicando com gente dos quatro cantos do planeta. Hoje vejo que, ate’ nisso, Deus estava me preparando. Como muitos sabem, sou professora de ingles em um curso particular, e vejo muitos dos meus alunos indo praticamente arrastados para a sala de aula. Alguns passam o tempo todo calados, se recusam a responder as perguntas, nao querem participar. Mas pra mim, estudar ingles nunca foi um fardo – e olha que eu passei 7 anos no curso!
Cada vez mais acredito que precisamos encarar todos os passos da nossa vida como uma preparacao para algo maior que Deus ja’ separou para nos... E, assim como o ingles e’ uma excelente ferramenta, creio que os outros idiomas aos quais tenho me dedicado, meu curso universitario e as experiencias que tenho vivido em missoes, entre outras coisas, vao me dar aquilo que eu preciso pra fazer o trabalho que Deus colocar em minhas maos.
Bem, de volta ‘a cozinha... Em meio aos risos com Mamma Joseph, fiz novamente aquela salada maluca que eu inventei e – inexplicavelmente – todo mundo gostou. Tive meia hora de intervalo depois do almoco, e comecamos a fazer Chapatis para a janta. Nada menos que 142 Chapatis! Voces nem imaginam o trabalhao que isso e’...
No final da tarde, alem das atividades da cozinha, estava tomando conta de um garotinho de 3 anos, chamado John. Terminei tudo por volta das 18h. Foi cansativo demais dar conta de uma crianca cheia de energia e preparar um jantar ao mesmo tempo, e quando terminei de comer eu estava completamente exausta e cheirando a fumaca. Ossos do oficio...
Gente, sinceramente, eu to muito feliz aqui. E hoje bateu um aperto ao pensar que so’ faltam 2 semanas pra eu voltar pro Brasil. Espero ainda aprender muito, e compartilhar com voces tambem.
Obrigada por continuarem visitando o blog e comentando. Mesmo no final do dia, cansada, quando eu penso nos meus fieis leitores bate logo a vontade de escrever! Mas por hoje e’ so’... Ate’ amanha!
Hoje o dia foi realmente intenso... Eu estava escalada para trabalhar na cozinha – e isso significa fazer cafe’, almoco e janta. Aqui na base tomamos cafe’ da manha ‘as 7h, por isso tive que acordar ‘as 6h pra preparar tudo. E, quando todo mundo acabou, eu limpei a cozinha, lavei a louca e organizei o refeitorio.
Geralmente temos um intervalo ate’ 8h30, mas pra mim acabou nao dando tempo de descansar. ‘As 9h chegou Mamma Joseph, a cozinheira da base. Imaginei que comecar a fazer o almoco ‘aquela hora seria muito cedo, mas nao disse nada quando Mamma Joseph me mandou comecar a cortar os vegetais.
Foi uma manha muito divertida! Ela fala muito pouco ingles, so’ o basico mesmo. E, como ela sabe que eu fico tentando aprender suaili, ela so’ falava comigo nesse idioma. Aproveitamos o contexto, e tive uma bela licao de suaili. Ja’ sei falar pimentao, tomate, alho, cenoura, arroz... Mamma Joseph e' uma fofa!
Aos 10 anos, quando comecei a estudar ingles, nao imaginei que eu um dia estaria andando pelo mundo, conhecendo e me comunicando com gente dos quatro cantos do planeta. Hoje vejo que, ate’ nisso, Deus estava me preparando. Como muitos sabem, sou professora de ingles em um curso particular, e vejo muitos dos meus alunos indo praticamente arrastados para a sala de aula. Alguns passam o tempo todo calados, se recusam a responder as perguntas, nao querem participar. Mas pra mim, estudar ingles nunca foi um fardo – e olha que eu passei 7 anos no curso!
Cada vez mais acredito que precisamos encarar todos os passos da nossa vida como uma preparacao para algo maior que Deus ja’ separou para nos... E, assim como o ingles e’ uma excelente ferramenta, creio que os outros idiomas aos quais tenho me dedicado, meu curso universitario e as experiencias que tenho vivido em missoes, entre outras coisas, vao me dar aquilo que eu preciso pra fazer o trabalho que Deus colocar em minhas maos.
Bem, de volta ‘a cozinha... Em meio aos risos com Mamma Joseph, fiz novamente aquela salada maluca que eu inventei e – inexplicavelmente – todo mundo gostou. Tive meia hora de intervalo depois do almoco, e comecamos a fazer Chapatis para a janta. Nada menos que 142 Chapatis! Voces nem imaginam o trabalhao que isso e’...
No final da tarde, alem das atividades da cozinha, estava tomando conta de um garotinho de 3 anos, chamado John. Terminei tudo por volta das 18h. Foi cansativo demais dar conta de uma crianca cheia de energia e preparar um jantar ao mesmo tempo, e quando terminei de comer eu estava completamente exausta e cheirando a fumaca. Ossos do oficio...
Gente, sinceramente, eu to muito feliz aqui. E hoje bateu um aperto ao pensar que so’ faltam 2 semanas pra eu voltar pro Brasil. Espero ainda aprender muito, e compartilhar com voces tambem.
Obrigada por continuarem visitando o blog e comentando. Mesmo no final do dia, cansada, quando eu penso nos meus fieis leitores bate logo a vontade de escrever! Mas por hoje e’ so’... Ate’ amanha!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Dia 11 - Escolhendo a melhor parte
Habari, Brasil! Como estao voces estao?
Hoje terminei de ler o livro de Josue’. Quantas licoes! Passei o dia refletindo sobre o que esta’ no ‘ultimo capitulo, versiculo 5, quando Josue’ diz que, independente das escolhas do povo, ele e sua casa serviriam ao Senhor. ‘As vezes tendemos a ir com a manada, cair no pensamento de que “a voz do povo e’ a voz de Deus”. E’ dificil escolher remar contra a mare’ e correr o risco de ser apontado pelos outros por ser diferente.
Mas quando nossa conviccao e’ firme sobre quem Deus e’ e o que Ele espera de nos, o caminho parece clarear e, mesmo que o resto do mundo esteja olhando para outros objetivos, conseguimos manter o foco na missao. Sinceramente, amo meu curso na universidade e fico feliz de poder trabalhar em coisas das quais gosto. Mas ainda que tudo isso seja maravilhoso e gratificante, nao e’ o que me faz plenamente realizada. Sou completamente feliz quando estou em missoes.
Nao sei o que meus amigos vao escolher, ou o que vao pensar da minha escolha. Mas eu ja’ decidi que quero ocupar o lugar que Deus reservou pra mim, seja Ele onde for. E e’ muito bom poder ver isso nao como um fardo, mas como uma honra!
Bom, de manha, adivinhem o que fiz... Cartoes, novamente! E ‘a tarde ajudei na cozinha. Gosto muito de deixar a criatividade solta fazendo cartoes, mas a verdade e’ que fico muito sozinha nessa atividade. Na cozinha sempre tem bastante conversa, entao e’ muito mais legal!
Aqui nao temos fogao nem gas. E’ tudo na base da lenha. E as panelas ficam presas em buracos no chao, e alcancam mais ou menos a altura do joelho. Hoje o pessoal comeu um guizado meio Brasil, meio Zambia, ja’ que Mulenga e eu cozinhamos juntas... Ate’ que ficou bom!
E por hoje e’ so’. Tenho aprendido muitas palavras e expressoes em Kiswahili. Acho essa lingua simplesmente linda, e o pessoal da base tem tido bastante paciencia em me ensinar. Entao, ja’ que e’ hora de dormir, “Lala salama” pra mim!
Tuta onana kesho! (Ate’ amanha)
Hoje terminei de ler o livro de Josue’. Quantas licoes! Passei o dia refletindo sobre o que esta’ no ‘ultimo capitulo, versiculo 5, quando Josue’ diz que, independente das escolhas do povo, ele e sua casa serviriam ao Senhor. ‘As vezes tendemos a ir com a manada, cair no pensamento de que “a voz do povo e’ a voz de Deus”. E’ dificil escolher remar contra a mare’ e correr o risco de ser apontado pelos outros por ser diferente.
Mas quando nossa conviccao e’ firme sobre quem Deus e’ e o que Ele espera de nos, o caminho parece clarear e, mesmo que o resto do mundo esteja olhando para outros objetivos, conseguimos manter o foco na missao. Sinceramente, amo meu curso na universidade e fico feliz de poder trabalhar em coisas das quais gosto. Mas ainda que tudo isso seja maravilhoso e gratificante, nao e’ o que me faz plenamente realizada. Sou completamente feliz quando estou em missoes.
Nao sei o que meus amigos vao escolher, ou o que vao pensar da minha escolha. Mas eu ja’ decidi que quero ocupar o lugar que Deus reservou pra mim, seja Ele onde for. E e’ muito bom poder ver isso nao como um fardo, mas como uma honra!
Bom, de manha, adivinhem o que fiz... Cartoes, novamente! E ‘a tarde ajudei na cozinha. Gosto muito de deixar a criatividade solta fazendo cartoes, mas a verdade e’ que fico muito sozinha nessa atividade. Na cozinha sempre tem bastante conversa, entao e’ muito mais legal!
Aqui nao temos fogao nem gas. E’ tudo na base da lenha. E as panelas ficam presas em buracos no chao, e alcancam mais ou menos a altura do joelho. Hoje o pessoal comeu um guizado meio Brasil, meio Zambia, ja’ que Mulenga e eu cozinhamos juntas... Ate’ que ficou bom!
E por hoje e’ so’. Tenho aprendido muitas palavras e expressoes em Kiswahili. Acho essa lingua simplesmente linda, e o pessoal da base tem tido bastante paciencia em me ensinar. Entao, ja’ que e’ hora de dormir, “Lala salama” pra mim!
Tuta onana kesho! (Ate’ amanha)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Dia 10 - Multiplicando dons
Nem acredito que ja' estou na minha segunda semana aqui! Vai ser dificil deixar este lugar...
Sempre que podemos, eu e Mulenga passamos um tempinho cantando e tocando. 'As vezes so' eu toco, outras ela toca violao eu teclado. Ontem, depois de passarmos um bom tempo em adoracao, ela me chamou pra participar do grupo de louvor da base. Aceitei na hora! E como segunda-feira e' dia de culto aqui, hoje foi a minha "estreia".
Sinceramente, acho que minha habilidade no violao e' muito limitada, e em qualquer outra situacao eu ate' teria vergonha de tocar. Na minha igreja, por exemplo, nunca toco, porque gracas a Deus tem gente la' que realmente nasceu pra isso! Mas aqui, o pouco que eu tinha pra dar significou muito.
Pras pessoas da base, foi um incremento nos canticos, e recebi muitas palavras de encorajamento. Mas pra mim, acho que significou mais ainda, por poder aprender que nossos dons se engrandecem quando usados no lugar certo e na hora certa. As poucas notas que eu sei tocar podem nao ser nada pra mim, mas aprendi hoje que o talento se multiplica quando encontra a necessidade.
Ja estou ansiosa pelo proximo culto, pela oportunidade de participar e contribuir. Sei que sem mim as coisas continuariam acontecendo, e que, ainda que nao houvesse nenhum instrumento, Deus seria louvado do mesmo jeito. Mas oferecer a Ele o pouco que eu tenho me faz ter certeza de que o trabalho nao e' vao. Nao sao notas ao vento. Existe um Deus me ouvindo atentamente, e alegre pelo culto prestado a Ele, ainda que na simplicidade.
Ainda nao tive oportunidade de trabalhar diretamente com a comunidade, mas no final do culto o lider da base disse que as saidas de Evangelismo devem comecar nessa sexta-feira. Estou orando pra que de certo! Orem tambem...
Bom, o momento de adoracao terminou 'as 10h, e passei o resto da manha lavando (MUITA!) louca. Mas o ambiente aqui e' tao bom que, conversando com um e com outro, o tempo passa rapidinho!
No final da tarde fomos jogar pingue-pongue. Em determinada hora, olhei ao meu redor e fiquei cheia de empolgacao quando percebi que meus 4 parceiros de jogo eram de 4 paises diferentes. Foi uma boa mistura de Brasil, Quenia, Ruanda, Zambia e Etiopia! Deus sabe que eu sempre sonhei com isso... Estar com pessoas do mundo todo!
Alem dessas nacionalidades, temos aqui muitos canadenses, uma suica, outros brasileiros e um missionario de Zimbabue. Nao tem como nao crescer estando em um ambiente assim, aprendendo um pouco com um e com outro.
Bom, ja' esta' ficando tarde... Vou dormir e descansar os bracos, porque amanha e' dia de muito trabalho na cozinha: fazer Chapatis!
sábado, 14 de janeiro de 2012
Dia 8 - Malhando o biceps
Chegou meu primeiro fim de semana na base! Acordei 'as 9h sabendo que eu tinha uma dura missao pela frente: lavar roupa sem tanque e sem maquina de lavar. Eu adiei o maximo que pude, mas esse trabalho nao podia esperar nem mais um dia.
Acho que, por aqui, 'as pessoas tem a impressao que eu sou meio fraquinha, entao estao sempre oferecendo ajuda, me lembrando de ir pra sombra e tomar 'agua. E hoje nao foi diferente. Recebi varias manifestacoes de "solidariedade" em relacao 'a essa nova experiencia.Vez em quando passava alguem me elogiando, dizendo que eu estava indo bem, ou perguntando se eu queria ajuda.
Apesar de toda a mobilizacao, resolvi que faria sozinha. Separei tres baldes: um para lavar com sabao e outros dois para enxague. Sentei no chao sem pudor e em 2 horas fiz a melhor malhacao de toda a minha vida.
Na verdade, nem era tanta roupa assim. A Mulenga, por exemplo, lavou quase o dobro do que eu lavei em menos tempo ainda. Mas a experiencia valeu. Enquanto estava la', torrando no sol, fiquei grata pelo santo que inventou a maquina de lavar. O aniversario dele deveria ser feriado internacional!!!
Agora estou mais bronzeada, mais forte e com mais uma experiencia na bagagem. E' possivel sobreviver lavando roupa no balde! E nao so' isso... Quando a gente esta' feliz onde esta', nao existe situacao ruim. Tudo e' aprendizado e crescimento. E e' assim que tenho me sentido.
E la' vao as fotos...
Depois de passar a tarde com Mulenga em Machakos, cidadezinha a uns 40 minutos daqui, tive uma noite bem agradavel. Fui jantar na casa da Celia, a brasileira que mora aqui. Ela desenvolve um trabalho maravilhoso com criancas, e em outra oportunidade eu com certeza farei um post sobre isso... Foi bom falar portugues um pouquinho, conversar sobre coisas comuns a brasileiros e, claro, jantar com um tempero mais que especial!
Quero agradecer de coracao a quem se mobilizou para ajudar Mulenga. Estou doida pra correr pro quarto e contar que, do outro lado do oceano, tem gente sonhando junto com ela! Como dizemos por aqui em Kiswahili, "Asante, sana" - Muito obrigada mesmo!!!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Dia 6 - Aprendendo muito, convivendo com pouco
O tempo esta’ voando… E a cada dia fica mais facil conviver com as diferencas e os desafios de estar no Quenia. Cada vez mais percebo que e’ possivel encontrar gente boa em todo o lugar do mundo. Estando aqui ao do outro lado do planeta, fomos igualmente feitos ‘a imagem e semelhanca do nosso Deus, por isso e’ possivel encontrar bondade, afeto, compaixao e todas as outras coisas boas que Ele colocou em nos onde quer que estejamos.
Como tenho apenas um mes aqui no Quenia, nao posso me dar ao luxo de levar muito tempo pra me acostumar. Entao ja me integrei ‘a rotina da base sem cerimonias. Em vez de esperar que alguem me de algum trabalho pra fazer, eu mesma vou procurar algo que precise da minha ajuda. Tenho certeza que Deus nunca faz as coisas pela metade, e como Ele ja’ sabia o que estava reservado pra mim, fui presenteada com uma capacidade de adaptacao muito boa. Nao so de “me acostumar”, mas de me sentir em casa, feliz no lugar onde estou. Mas nao se preocupem, eu vou voltar pra Natal sim! =)
Hoje pela manha trabalhei mais uma vez para o setor de Hospitalidade. Fiz cartoes de boas vindas para os alunos que vao chegar amanha. Na Suica eu fazia muito esse trabalho, e estava acostumada a ter ‘a minha disposicao papeis de diferentes cores, adesivos, revistas para cortar, glitter, canetas dos mais diversos tipos… Entao, quando Elinora (a lider do setor de Hospitalidade) me pediu que eu fizesse os cartoes, ela me entregou quatro cartolinas, de duas cores diferentes. E so’. Perguntei a ela onde estavam as outras coisas, e ela falou que aquilo era tudo o que tinham.
Eu devo ter ficado vermelha de vergonha, porque por dentro foi assim que me senti. Perguntei se ela tinha hidrocor ou lapis de cor, morrendo de medo de receber outra negativa, mas ela disse que sim e os trouxe. Notei que o verso da cartolina era branco, entao agora eu nao tinha apenas duas cores, eu tinha 3! Fiquei animada com esse “milagre da multiplicacao” e pus a mao na massa.
Como eram 16 cartoes, resolvi que faria 8 modelos diferentes, escreveria 8 mensagens diferentes e recomendaria 8 passagens biblicas diferentes. Nunca fui muito boa em matematica mas sabia que, com essas 3 variaveis, dificilmente um cartao sairia igual ao outro.
Comecei a trabalhar as 8h30, e terminei la pras 13h30. Liguei o som e o tempo passou rapidinho. Se nao fosse a enxaqueca, que resolveu aparecer, teria sido uma manha perfeita. Mas mesmo assim foi muito bom, e fiquei satisfeita com o resultado…
Estou descobrindo que ter um pai e uma mae vivos e presentes sao coisas raras por aqui. Por que ‘as vezes a gente precisa ir tao longe pra descobrir que e’ mais feliz do que imaginava? Nao espere vir para a Africa pra agradecer a Deus pelo que voce tem… Agora ‘a tarde, enquanto limpavamos uma sala, uma colega comecou a cantar o hino “Tudo Entregarei”. Me senti pequenininha, por ter tanto e entregar tao pouco. E ela, que nao tem nada, esta’ dizendo a Deus que vai dar a Ele tudo o que tem.
Nessas horas percebo que vai ser impossivel sair daqui do mesmo jeito que cheguei. Sou grata pelas coisas que ja’ aprendi, e estou ansiosa pelo que ainda vira’…
E pra fechar esse post de uma maneira divertida, la’ vai o video que prometi, sobre como lavamos louca aqui na base. Clique aqui para assistir!
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Dia 5 - A primeira despedida...
*O post vai sair completamente sem acentos, porque to usando um computador emprestado, ok?
Habari, gente! Fico muito feliz lendo os cometarios e sabendo que minha experiencia aqui tem despertado curiosidade em alguns, abencoado outros... Muito obrigada mesmo por se importarem em saber como estou, compratilharem comigo o que voces estao achando da experiencia e me encherem de alegria com palavras de encorajamento. Voces sao 10!
Estou amando o Quenia, o povo africano, o clima, a comida, tudo! De fato, tudo aqui e’ muito diferente, mas as pessoas ao meu redor tem me feito sentir tao a vontade que u nao posso reclamar de absolutamente nada!
Comecamos o dia de hoje com um momento de oracao. E foi um tempo muito especial pra mim. E adivinhem pelo que oramos? Pelos europeus e norte-americanos que tem se afastado de Deus. Fiquei realmente impactada com isso. Este povo, em meio a todas as suas dificuldades e limitacoes, esta orando pelo primeiro mundo, que tem tudo nas maos mas nao tem Deus. Comentamos o fato de que Europa e America do Norte sempre foram os maiores responsaveis por enviar missionarios a campos de todo o mundo, e agora o cristianismo tem entrado em franco declinio, e pouco se tem feito por isso. Lembrei que quando digo as pessoas que eu passei tres meses fazendo missoes na Suica, sempre recebo uns cometarios que deixam claro que a maioria de acha que fazer isso e' muito fa'cil e confort'avel, como se eles tamb'em nao precisassem de ajuda. Precisam sim!
Estar na Africa e orar por paises ricos foi um tapa no meu egoismo. A gente geralmente acha que nossos problemas sao maiores do que os de todo mundo. Raramente gastamos nosso tempo parando pra pensar na necessidade do outro. E nesta base, que vive em extrema dificuldade financeira e muitas barreiras pra realizar seus projetos, as pessoas pararam para orar pelos que estao la fora e que, materialmente falando, tem muito mais do que eles.
Foi muito bom comecar o dia assim...
De manha ajudei limpando a casa da Hospitalidade, que recebe os visitantes, e lavando louca. E ‘a tarde fizemos Chapati, um prato tipico daqui que parece uma panqueca. E’ muito bom! Vou levar a receita pro Brasil!
O fim de tarde foi meio triste, tendo que passar pela minha primeira despedidade. Elissa, minha primeira amiga romena e quem me recebeu aqui na base, teve que ir embora. Ele foi para Nairobi se encontrar com outros romenos e de la eles vao passar algumas semanas trabalhando com tribos no interior do Quenia. Acho que essa e’ a u’nica parte chata da JOCUM, ter que lidar com idas e vindas a todo o momento.
Bem, ja' est'a na hora do jantar, e se eu nao correr vou ficar sem Chapati, que e' a comida preferida de todo mundo. Amanha vou postar o primeiro video que fiz, contando como lavamos louca aqui... Nao percam as cenas dos proximos capitulos!
Beijos com saudade!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Dia 4 - Sobre banheiros e chuveiros...
Aqui no Quênia estamos 6 horas à frente de Natal. Então, enquanto vocês estão dormindo, eu estou acordando. Ainda estou me acostumando com essa diferença de horário. Ontem, por exemplo, foi difícil pegar no sono às 23h, porque no meu relógio biológico ainda eram 17h! E quando acordei hoje, às 7h, estava caindo de sono, porque teoricamente meu corpo achava que era 1 da manhã. Acho que em mais um dia vou estar adaptada a essa diferença...
Eu estava alegre e saltitante ontem por não estar sentindo nada estranho. Mas acho que só hoje meu sistema gastrointestinal compreendeu que ele está no Quênia. Passei a manhã muito enjoada e com vontade de vomitar. Mas como era meu primeiro dia de trabalho, resolvi simplesmente respirar fundo e continuar. Acabou dando tudo certo, e até agora não precisei tomar remédio.
Estou trabalhando na Hospitalidade, o mesmo setor em que trabalhei quando estava na Suíça. Nós estamos preparando os quartos para a chegada de cerca de 15 alunos, que devem vir até o final da semana. Hoje limpamos os quartos e arrumamos as camas. Pra amanhã ainda teremos bastante trabalho, mas gosto de fazer isso.
Bom, mas vou cumprir minha palavra e contar pra vocês como funcionam os banheiros aqui na base. Eu nunca imaginei que tomar banho ou fazer número 1 ou 2 pudessem ser desafios, mas são! A dificuldade começa porque nos banheiros não tem energia. No casa de banho, durante o entardecer até que é possível enxergar alguma coisa, mas no banheiro mesmo, a qualquer hora do dia, as necessidades têm que ser feitas “às cegas”.
E vou dizendo logo uma coisa: não espere de mim mais um banho por dia! Além da dificuldade de tomar banho nessa cabinezinha, tem a questão da economia. Aqui a água é comprada, e estocada em tanques enormes. Cada gota é preciosa e deve ser usada o maior número de vezes possíveis. Quando eu contar como é que a gente lava louça por aqui, você vai acreditar!
Quando ao banheiro, me sinto uma guerreira toda vez que vou usá-lo. Primeiramente, isso não é um vaso sanitário. É um buraco cavado no chão, e essa elevação de alvenaria com o tampo sanitário não é pra sentar MESMO! É só uma forma de não fazer o usuário ter que se agachar completamente! Sendo assim, aliviar a bexiga ou o intestino são verdadeiros exercícios para as pernas.
O poço lá embaixo é enorme, e nunca recebe limpeza. Além dos dejetos naturais, papel higiênico também deve ser jogado ali. Posso garantir que, além do incômodo da posição e do cheio terrível, a sensação de ouvir o som dos seus restos indo poço abaixo não é nada agradável...
Todo mundo gosta de conforto, e isso não é problema nenhum. Mas fico feliz em descobrir que eu posso viver assim. É chato, claro, mas não me faz querer menos estar aqui! Isso é uma das coisas boas de ir para uma realidade tão diferente. Você acaba descobrindo muito sobre si mesmo, encontrando forças e fraquezas, vendo quais são os próprios limites. E, definitivamente, a falta de um vaso sanitário e de um chuveiro não são os meus...
domingo, 8 de janeiro de 2012
Dia 2 - "Karibu, Ana"
Retomando de onde parei... O voo que saía de São Paulo atrasou nada menos que 1h30! Talvez tenha sido pela chuva que deu à tarde. Na verdade, chuva é bondade minha. O céu praticamente caiu, estava frio até dentro do aeroporto, e o vento só faltava arrancar as pessoas do chão. Eu não tenho problema nenhum em voar, mas confesso que dessa vez tive medo. E até nisso a fidelidade de Deus se manifestou. Na hora da decolagem, não havia uma nuvem sequer no céu!
Quando entrei no avião, tive vontade de chorar. Eu nunca tinha visto algo tão espaçoso e confortável. Minha poltrona era a 34F. Quando cheguei na fileira 33, foi dando aquela emoção. Então percebi que terminava ali a primeira classe. Meu assento inaugura a classe econômica - digo, SUPER econômica. Porque se eu tivesse uns 5 quilinhos a mais acho que nem entraria na cadeira! Mas tudo bem... Na minha frente não havia assentos, então tinha espaço o suficiente pra esticar as pernas.
Um detalhe: no aeroporto de Guarulhos, faltando umas 2h para a minha saída, algum problema no sistema de ventilação começou a lançar uns pelinhos por todo o aeroporto. Parecia enchimento de travesseiro triturado. Quando o primeiro deles bateu na ponta do meu nariz, a alergia disparou. Mais perto da saída do voo, tomei um remédio potência máxima, e quando me sentei no avião eu já estava caindo pelas tabelas, doida para dormir. Seria fácil se não fosse a bebezinha da fileira do meu lado. Ela não se contentou em chorar... Ela teve que chorar a noite inteira, sem parar! Em alguns momentos eu quis gritar e espernear mais do que ela, pra ver se assim ela desistia. Então, em meio aos gritos da menina nada solidária, dormi em doses homeopáticas.
Só de manhã resolvi puxar conversa com a menina que estava do meu lado. Ela se chama Giana, também é evangélica e trabalha como advogada em São Paulo. Conversamos bastante, encontramos muitas afinidades, e no final ela ainda me deu um dicionário de dialetos africanos, inclusive o Swahili, falado aqui no Quênia. A conversa com Giana fez o tempo passar mais rápido, e quando olhei de novo pela janela, já estava sobrevoando a África. Fiquei emocionada e quis gritar "Genteeee, eu não acreditooooo!!!", mas tive pena dos outros passegeiros e resolvi me conter.
Por causa do atraso em São Paulo, cheguei em Joanesburgo em cima da hora pra fazer o check in. Eu achava que iria perder o voo, mas graças a Deus minhas perninhas curtas e gordas deram conta do recado, e consegui chegar a tempo do embarque. Quando sentei no ônibus, ofegante pela corrida, comecei a rir sozinha, sem acreditar que eu estava ali.
E aqui vai uma pausa para reflexão. Eu não sou ninguém e não mereço nada. Não posso dizer que eu batalhei por tudo o que estou vivendo, ou que isso é uma conquista. Meu papel nisso tudo é mínimo. Sou diariamente cercada pela graça de Deus, e tudo o que tenho feito é deixá-lo livre para me guiar por onde Ele quiser. E, pra minha surpresa e completa alegria, Ele me trouxe aqui!
Bem, entrei no avião pela quarta vez desde que saí de Natal. O voo foi muito tranquilo... Quando desembarquei no aeroporto, resolvi obedecer à recomendação de mamãe e comprei um pano para cobrir a calça jeans. Não tinha certeza se chegar não usando saias iria causar algum tipo de transtorno, então não arrisquei e comprei essa aqui:
Passei pela moça mal-humorada da imigração, mas não quis acreditar que todo mundo era daquele jeito. E eu estava certa! O carinha que me atendeu na alfândega foi pura simpatia! A partir daí era oficial: cheguei no Quênia!
Na área de desembarque, havia dezenas de pessoas segurando plaquinhas com os nomes de quem estavam esperando. Procurei, procurei, até que li "Ana Luiza - YWAM Athi River". Que alívio! Estavam me esperando dois obreiros da base, Kevin, do Quênia, e Fiso, de Ruanda.
Pegamos um engarrafamento monstruoso na saída do aeroporto, o que me deu tempo de fazer muitas perguntas e responder a várias outras também. Depois que saímos do engarrafamento, levamos mais uns 40 minutos pra chegar até a base. Ah! E aqui é mão inglesa. O motorista fica do lado direito do carro, e ocupa a faixa da esquerda.
Fui muito bem recebida por todos que estava por aqui, ouvindo "Karibu" (bem-vinda, em suaíli) diversas vezes. Primeiramente fui recepcionada por uma missionária da Romênia chamada Elissa, mas logo depois descobri que não era no quarto dela que eu iria ficar. Me mudei para o quarto de Mulenga, uma moça da Zâmbia. O quarto é simples, mas tem uma cama – e isso é tudo que eu preciso!
Jantei arroz com ensopado de carne, conheci um monte de gente, mas não agüentei ficar acordada por mais tempo. Às 20h10 eu incorporei a Bela Adormecida. Mas também, depois de uma jornada que durou mais de 30 horas, não dava pra bancar a Cinderela, né?
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Faltam 5 dias - Roupas
O ano começou muito especial! Em meio a toda expectativa dessa contagem regressiva que está voando, vivi um momento muito bom ontem na minha Igreja. O pastor e a congregação oraram por mim e por Talyta - uma amiga que está indo para o Peru, passar três semanas também em uma base da Jocum. Foi legal ser enviada oficialmente, e fez sentir melhor o clima do "tá chegando a hora".
Roupa é parte integrante de uma cultura. Para nós, brasileiros, que já nos perdemos tanto na mistura com europeus e demais americanos, o jeito de se vestir pode não importar tanto. A gente acha que calça jeans e camiseta são regras do mundo todo, e torce o pescoço olhando descaradamente quando vê alguém de burca ou outras roupas diferentes na rua.
Viajando, tenho aprendido coisas que jamais saberia pela escola ou mesmo ouvindo a experiência de outros. E, apesar de já contabilizar 7 países nas minhas andanças, essa vai ser a primeira vez que vou a um lugar onde as pessoas se vestem de maneira diferente. Como no Quênia existem muitas tribos, não se pode escolher um ripo de roupa como sendo a vestimenta nacional, mas o mais comum é econtrar mulheres usando saias e vestidos abaixo do joelho.
Ir para outro país na condição de turista até que permite certa liberdade. Ninguém espera que você compre roupas compatíveis com seu destino toda vez que vai viajar - apesar disso, mesmo quem vai só a passeio dev saber ponderar e encontrar a linha do respeito. Mas, indo a trabalho, a situação muda. E é esse o meu caso. Não dá pra "fingir que não sei". Ainda mais sendo um trabalho com a comunidade!
Nas recomendações que recebi para a viagem, roupa é um aspecto forte. Mulheres não devem deixar os ombros descobertos, não usar saias, calças ou bermudas acima do joelho e nada que seja colado ao corpo. Ou seja: quase impossível para uma brasileira, ainda mais em pleno verão.
Acabei tendo que comprar roupas que talvez não usaria em outras ocasiões - principalmente por causa do meu tamanho. Convenhamos que uma pessoa de 1,54m não fica lá muito elegante usando saias até o pé. Mas são ossos do ofício. Quero corresponder inteiramente ao que se espera de mim. E se é preciso abandonar o jeans por um mês, isso não vai me fazer menos feliz ou tirar minha vontade de ir! Só tenho que me acostumar, né?
Ah! Ia esquecendo... Feliz Ano Novo!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Faltam 59 dias! - O lugar pra onde vou
Confesso que, quando comecei a procurar uma base, o interesse por achar um lugar era tanto que eu nem fui tão seletiva. Alguns nomes me assustavam de cara, como "Líbia", mas outros, com "Angola", me causavam uma certa simpatia. O que eu queria mesmo era um destino, então não li muito sobre os países que integrariam minha lista de candidatos. Não escolhi o Quênia depois que pensar ou pesquisar muito. Foi vendo o site da base que me animei para ir. Aí sim, comecei a estudar...
O Quênia fica na costa leste da África, e é banhado pelo Oceano Índico. Faz fronteira com Sudão do Sul, Etiópia, Somália, Tanzânia e Uganda. O país foi colônia do Reino Unido, e só se tornou um estado independente em 1963.
Mapa do Quênia
Os números não são muito favoráveis ao Quênia. O sistema de saúde ainda é precário, e apenas 2% da população consegue atingir os 65 anos de idade. Nem 75% de seus quase 35 milhões de habitantes são alfabetizados. O Quênia ocupa a 142º posição no Índice de Desenvolvimento Humano, posição considerada baixa nesse ranking.
Mas vamos falar de coisas boas! O Quênia é um país lindo. Consegue abrigar praias exuberantemente azuis em seu litoral, montanhas nevadas como o Monte Quênia e os maravilhosos lagos Victória e Turkana, essenciais para o abastecimento de água do Quênia e vários de seus vizinhos.
Os idiomas oficiais do Quênia são Inglês (tá no papo!) e Swahili. E, acredite ou não, eu encontrei na internet vários dicionários dos quais não vou me desgrudar!
A base para onde vou fica na cidade de Athi River, cerca de 50km ao sul de Nairobi. Para quem lembra das aulas de Geografia em que estudávamos vegetação, Athi River está imersa numa paisagem de savana. Da base, é possível ver girafas (sim, girafas!) e outros animais selvagens passeando.
Foto tirada da base de Athi River
Na YWAM Athi River, desenvolvem-se trabalhos de evangelismo, visita a escolas e pessoas enfermas, pré-escola, tutoria de crianças em situação de risco, construção e outros. Vale a pena visitar o site da base. Quem sabe você não encontra um projeto que queira apoiar?
As instalações da base são bem simples (os banheiros, por exemplo, são latrinas – aquele buraquinho no chão – e não há água encanada para banho). Mas como quem está apaixonado nunca olha para o lado “ruim”, saber disso não me deixou nem um pouquinho menos entusiasmada.
Esse é um retrato visto de muito, muuuito longe. Estou contando os dias para chegar lá e dizer pra vocês cada detalhe da minha nova casa.
Faltam 59 dias!!!
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